
Pá.ú.lú é um artista visual brasileiro radicado no Reino Unido, que trabalha principalmente com assemblage, mídia mista e objetos encontrados. Sua prática é informada pelas tradições do Carnaval brasileiro, em especial pela linguagem visual e pelas estruturas simbólicas das escolas de samba, que ele reinterpreta a partir de uma perspectiva crítica e contemporânea.
A partir de experiências pessoais de migração, pertencimento e deslocamento cultural, o trabalho de Paulo investiga temas como memória, decadência e resiliência. Ele privilegia materiais com uma qualidade vivida — objetos descartados, desgastados ou negligenciados — permitindo que suas histórias materiais permaneçam visíveis e ativas na obra. Essa abordagem reflete um interesse contínuo pela transformação: como símbolos culturais, identidades e materiais são ressignificados ao longo do tempo e através de diferentes geografias.
Paralelamente à sua prática de ateliê, Paulo desenvolve projetos de base comunitária e orientados pela pesquisa, publica jogos de tabuleiro concebidos como obras artísticas e expõe em contextos galerísticos, comunitários e interdisciplinares. Seu trabalho frequentemente envolve colaborações com instituições culturais e grupos de participação coletiva, estabelecendo pontes entre artes visuais, pesquisa cultural e processos de criação coletiva.